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Tragédias

Tragédias. Acontecem. Todo o dia.
Claro que o que aconteceu com o time da Chapecoense choca a todos de um jeito maior. Eles eram o segundo time do Brasil. Eles estavam nos holofotes. Estavam no topo. Eles seriam campeões. Eles são campeões. E eles se foram. Quando uma tragédia dessas acontece, faz todo mundo refletir, nem que seja pelo curto espaço de tempo que a tragédia repercute. Refletimos sobre a vida, sobre a morte, sobre quem amamos, sobre quem odiamos, sobre o amanhã, sobre o ontem... enfim. Refletimos. Nesse momento de comoção e empatia somos iguais e todas os nossos conflitos se reduzem a nada. Tragédias também nos lembram que somos nada, mas não queria refletir sobre o efeito que as tragédias causam em nós, e sim no que é tragédia.
Seria a morte uma tragédia? Alguém que morreu consegue visualizar isso ou ele só dormiu? Morrer é a maior tragédia para o vivo? O morto não vai voltar para me responder essas coisas, apesar de algumas religiões afirmarem que eles voltam. Eles es…
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Fanático

Quando somos fanáticos por algo, geralmente não conseguimos pensar fora da caixa do fanatismo. Qualquer coisa que esteja em oposição é errado e muitas vezes deve ser combatido. Na verdade parece que sempre é combatido. Vejamos alguém fanático por um clube de futebol ou por um gênero musical. Nada que venha do outro lado é bom ou nos faz refletir um pouco. O outro lado é um inimigo mortal. Acho que essa foi uma boa definição de fanatismo. Agora vamos ao tempo que eu era fanático. Um fanático religioso. O pior tipo de fanático. Passei muito tempo achando que o inimigo estava nos outros por não serem tão religiosos como eu. Como podia alguém gostar de festas e bebidas quando se tinha uma igreja tão legal e atraente perto de casa? Como pode alguém se “entregar ao pecado” quando Deus nos oferece uma vida felicíssima de “não faça isso e não faça aquilo”? Eu não conseguia compreender o que fazia as pessoas não viverem a vida que eu vivia. E na maioria das vezes condenava elas por não viverem…

Sou Salvo?

Eu tenho um problema com um ponto do calvinismo. Eu sei que quando as pessoas entendem esse ponto se sentem escolhidas, especiais ou qualquer coisa parecida. Eu não. O ponto da expiação limitada diz que Jesus não morreu por todos, e sim, por aqueles que o aceitariam. Poderia falar mais coisas sobre esse ponto, mas não sou teólogo e nem tenho pretensão de ser. Só quero compartilhar o que se passa nessa cabeça que, muitas vezes, nem eu entendo. Sendo assim, eu poderia ficar feliz com esse fato. Cristo morreu por mim! Essa informação nos dá alegria e esperança. Nos revela um Deus pessoal que se importa individualmente com aqueles que Ele salvou. Mas então, será que Deus me escolheu mesmo? Por que eu seria escolhido por Ele? Qual seria a grande motivação divina que faria com que a minha salvação fosse garantida? Por que eu? Por que não outro? Deus poderia salvar alguém bom no meu lugar, alguém que não se afunda no pecado como eu, alguém que faz algo de útil pelo outro, alguém que realment…

A Ceia do Senhor que Segrega

Hoje fui a um culto. Fazia tempo que não ia. Era culto de ceia.
Esse ritual eu conheço muito bem. Decorei o texto de 1 Coríntios 11:23-34 de tanto ouvi-lo nesses cultos. O pastor lê esse texto, dá uma lição de moral na igreja dizendo pra examinarmos a nós mesmo e vermos se somos "dignos" de participar da ceia do Senhor. Se não formos "dignos", não estamos discernindo o corpo de Cristo, estamos então comendo e bebendo para a nossa própria condenação.
Dá um medo. Nos perguntamos: "Será que sou digno?" Vi um irmão sentado a minha frente que deve ter respondido sim a essa pergunta, pois ele não participou. Vi um ou outro que também não participaram.
Agora eu me pergunto: só os santos de Cristo participaram da Santa Ceia? Os pecadores estavam de fora? É assim que separamos o mundo, santos e pecadores?

Não quero dar uma aula de exegese, até porque não tenho autoridade para isso, mas tenho curiosidade sobre a como devemos interpretar a bíblia. Então lá vou eu t…

Uma tela de cinco polegadas

Ainda não sei se o avanço da tecnologia de comunicação aproxima as pessoas. Temos uma ilusão de que tudo está ao nosso alcance pela tela de um computador ou de um smartphone. Whatsapp, instagram, facebook, tudo feito para aproximar pessoas distantes. Com todas essas ferramentas sociais, acabo sabendo de tudo que acontece no meu círculo de amigos, mesmo aqueles que se afastaram ou que foram embora. Enquanto eles continuarem postando, ali estou eu, curtindo, comentando, compartilhando... interagindo com distantes instantaneamente. Realmente é uma evolução.

Me lembro das cartas que trocava com minha madrinha, que foi morar em outro estado. Eu tinha que escrever tudo que estava acontecendo comigo em uma folha, colocá-la em um envelope e requisitar o serviço dos correios para que essa carta chegasse às mãos da minha madrinha. Era bem trabalhoso e lento, a resposta dela chegava semanas depois. A tentativa de manter contato era difícil. No fim, acabamos perdendo o contato.


Meus contatos se …