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Mostrando postagens de Novembro, 2016

Tragédias

Tragédias. Acontecem. Todo o dia.
Claro que o que aconteceu com o time da Chapecoense choca a todos de um jeito maior. Eles eram o segundo time do Brasil. Eles estavam nos holofotes. Estavam no topo. Eles seriam campeões. Eles são campeões. E eles se foram. Quando uma tragédia dessas acontece, faz todo mundo refletir, nem que seja pelo curto espaço de tempo que a tragédia repercute. Refletimos sobre a vida, sobre a morte, sobre quem amamos, sobre quem odiamos, sobre o amanhã, sobre o ontem... enfim. Refletimos. Nesse momento de comoção e empatia somos iguais e todas os nossos conflitos se reduzem a nada. Tragédias também nos lembram que somos nada, mas não queria refletir sobre o efeito que as tragédias causam em nós, e sim no que é tragédia.
Seria a morte uma tragédia? Alguém que morreu consegue visualizar isso ou ele só dormiu? Morrer é a maior tragédia para o vivo? O morto não vai voltar para me responder essas coisas, apesar de algumas religiões afirmarem que eles voltam. Eles es…

Fanático

Quando somos fanáticos por algo, geralmente não conseguimos pensar fora da caixa do fanatismo. Qualquer coisa que esteja em oposição é errado e muitas vezes deve ser combatido. Na verdade parece que sempre é combatido. Vejamos alguém fanático por um clube de futebol ou por um gênero musical. Nada que venha do outro lado é bom ou nos faz refletir um pouco. O outro lado é um inimigo mortal. Acho que essa foi uma boa definição de fanatismo. Agora vamos ao tempo que eu era fanático. Um fanático religioso. O pior tipo de fanático. Passei muito tempo achando que o inimigo estava nos outros por não serem tão religiosos como eu. Como podia alguém gostar de festas e bebidas quando se tinha uma igreja tão legal e atraente perto de casa? Como pode alguém se “entregar ao pecado” quando Deus nos oferece uma vida felicíssima de “não faça isso e não faça aquilo”? Eu não conseguia compreender o que fazia as pessoas não viverem a vida que eu vivia. E na maioria das vezes condenava elas por não viverem…

Sou Salvo?

Eu tenho um problema com um ponto do calvinismo. Eu sei que quando as pessoas entendem esse ponto se sentem escolhidas, especiais ou qualquer coisa parecida. Eu não. O ponto da expiação limitada diz que Jesus não morreu por todos, e sim, por aqueles que o aceitariam. Poderia falar mais coisas sobre esse ponto, mas não sou teólogo e nem tenho pretensão de ser. Só quero compartilhar o que se passa nessa cabeça que, muitas vezes, nem eu entendo. Sendo assim, eu poderia ficar feliz com esse fato. Cristo morreu por mim! Essa informação nos dá alegria e esperança. Nos revela um Deus pessoal que se importa individualmente com aqueles que Ele salvou. Mas então, será que Deus me escolheu mesmo? Por que eu seria escolhido por Ele? Qual seria a grande motivação divina que faria com que a minha salvação fosse garantida? Por que eu? Por que não outro? Deus poderia salvar alguém bom no meu lugar, alguém que não se afunda no pecado como eu, alguém que faz algo de útil pelo outro, alguém que realment…